Engenharia genética em implantes dentários

Postado Por Categoria: ABO Jornal NH

Colaborador: DR. GERSON BERND

O Sucesso dos implantes dentários depende de uma boa qualidade e quantidade óssea. Quando o tecido ósseo é insuficiente, aplica-se uma nova técnica utilizando engenharia genética empregada ao aumento do tecido ósseo.
Trata-se da proteína morfogênica Tipo 2 (BMP-2) sinteticamente produzida (RHBMP-2). A BMP atua na região implantada, transformando células tronco em células especificas para formação óssea induzindo a recuperação do tecido ósseo, tornando enxertos ósseos desnecessários.
Vantagens: Osteoindutor, não existe risco de transmissão de doenças, trata grandes defeitos ósseos, menor tempo cirúrgico, menos trauma não exige áreas doadoras, maior previsibilidade, melhor qualidade óssea.

Gerson Bernd
Cirurgião Dentista / Especialista em Implantes
Mestre em Periodontia – CRO/RS 4820

Comments (3)

  1. Vitor Hugo Monteiro

    O artigo do Dr. Gerson Bernd aborda uma questão central na reabilitação oral com implantes dentários: a insuficiência de volume e qualidade óssea, que frequentemente limita o sucesso protético e estético. A proposta de aplicação da engenharia genética, especificamente através da Proteína Morfogenética Óssea Tipo 2 (BMP-2) recombinante humana (RHBMP-2), representa um avanço significativo. A BMP-2 atua como um potente osteoindutor, um conceito fundamental que o texto descreve claramente ao mencionar sua capacidade de “transformar células tronco em células específicas para formação óssea”. Este mecanismo diferencia-se drasticamente das técnicas de enxertia tradicionais, que dependem da obtenção de material ósseo de outras fontes, promovendo uma regeneração óssea *in situ* e autônoma, eliminando a necessidade de áreas doadoras e o risco associado à transferência de tecidos.

    As vantagens elencadas no artigo são pertinentes e destacam o potencial transformador da RHBMP-2 na cirurgia de implantes. A eliminação do risco de transmissão de doenças, a capacidade de tratar grandes defeitos ósseos e a redução do tempo cirúrgico, aliada à ausência de morbidade de sítio doador, são benefícios clínicos inegáveis que otimizam o prognóstico e a experiência do paciente. A menção de “maior previsibilidade” e “melhor qualidade óssea” sugere um controle aprimorado sobre o processo de neoformação óssea. Contudo, é importante ressaltar que, embora a RHBMP-2 seja uma ferramenta poderosa, sua aplicação requer um conhecimento aprofundado da biologia óssea e dos protocolos específicos, incluindo a seleção criteriosa do *carrier* e a dosagem adequada, para maximizar os resultados e mitigar potenciais efeitos adversos. Este enfoque regenerativo representa um paradigma promissor para a previsibilidade e longevidade dos implantes.

  2. Nossa, que artigo sensacional! Como alguém que já ouviu cada história de perrengue com enxerto ósseo pra implante, ler sobre a engenharia genética com a proteína morfogênica Tipo 2 (BMP-2) transformando células tronco pra formar osso é algo que me deixa super animado. Imagina não precisar de enxerto, ter menos trauma e uma recuperação mais tranquila, como o Dr. Gerson Bernd explica? As vantagens, como menor tempo cirúrgico e a eliminação da necessidade de áreas doadoras, realmente tornam o processo muito mais acessível e confortável. Isso representa um avanço gigante na odontologia, facilitando demais a vida de quem precisa de implantes e tirando um peso enorme das costas do paciente!

  3. Diego Garcia

    É muito interessante ver avanços como o da proteína morfogênica Tipo 2 (BMP-2) aplicados na odontologia, especialmente na área de implantes. O Dr. Gerson Bernd apresenta vários pontos positivos, como a capacidade osteoindutora da RHBMP-2 e a eliminação da necessidade de áreas doadoras, o que realmente parece promissor para reduzir o trauma e o tempo cirúrgico. No entanto, quando o artigo afirma que “não existe risco de transmissão de doenças”, embora seja um ponto forte para um produto sintético, é importante considerar que toda intervenção possui seu próprio conjunto de potenciais reações ou efeitos adversos, mesmo que não sejam de origem infecciosa. A afirmação de que torna “enxertos ósseos desnecessários” também parece bastante enfática, e talvez aponte para um futuro ideal, mas é possível que ainda existam cenários clínicos específicos onde a abordagem tradicional tenha seu lugar.

    Outros pontos como “trata grandes defeitos ósseos” e promete “maior previsibilidade” e “melhor qualidade óssea” são bastante animadores. Seria valioso entender melhor a definição de “grandes” nesse contexto e se esses resultados superiores se mantêm consistentes em diversos perfis de pacientes e em diferentes localizações da boca. Além disso, embora a redução do trauma e do tempo de recuperação sejam inegáveis vantagens, seria interessante uma discussão sobre os custos envolvidos com essa tecnologia de engenharia genética em comparação aos métodos mais convencionais, e também sobre dados de longo prazo. Novas tecnologias geralmente demandam um tempo maior para consolidar sua eficácia e durabilidade na prática clínica diária, e ter mais informações sobre isso agregaria muito valor à percepção geral dessa técnica.

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