Descobriu- se, recentemente, que a polpa (canal) do dente de leite, além de nervos e vasos sanguíneos, também é uma fonte de células tronco. As células-tronco, ao contrário das demais células do nosso corpo, têm a capacidade de se transformar em uma ampla variedade de tipos celulares que formam os diferentes tecidos do nosso corpo (ossos, cartilagens, neurônios, pelo, músculos…).
No Brasil, as células-tronco do tipo mesenquimais estão em fase de pesquisa, sendo estudadas em grandes centros do mundo inteiro para serem utilizadas, futuramente, no tratamento de doenças autoimunes, doenças degenerativas e para atuar na regeneração de tecidos.
Mas como fazer a coleta e armazenamento das células tronco do dente de leite? Muitas pessoas desavisadas podem pensar que é apenas guardar o dente de leite quando este cair, mas não é assim que funciona.
Alguns detalhes são importantes:
- Extração precisa ser realizada por um profissional credenciado e habilitado, pois existe um protocolo de como esse dente precisa ser removido e armazenado.
- Precisa ocorrer um agendamento, pois não se pode esperar até o dente estar quase caindo. A extração precisa ser agendada no momento correto.
- Nunca deixar para o último dente de leite, pois pode ser necessário mais de um dente para ter a quantidade de material necessário para o armazenamento de células tronco.
- O dente não pode estar cariado.
Consulte um odontopediatra para maiores informações.
Carla Klück Picon
CRO 10714
Cirurgiã-dentista Especialista em Odontopediatria e Ortodontia
Talita Prates
CROSP 103534




Caramba, que interessante saber que o dente de leite tem células-tronco na polpa! 😮 A gente sempre associa a “fada do dente”, né? Mas o artigo deixou super claro que não é só guardar o dente que caiu, é um processo bem específico com profissional credenciado e tudo, inclusive que nao pode estar cariado. Essa dica de agendar no momento certo e nao esperar o último dente é valiosíssima pra quem se interessa por essa possibilidade futura de tratamento de doenças.
A abordagem sobre a polpa dentária decídua como fonte viável de células-tronco mesenquimais é bastante pertinente, salientando seu potencial em terapias regenerativas e no manejo de doenças autoimunes e degenerativas. É fundamental, como bem detalhado, que o processo de coleta siga um protocolo rigoroso, desde a extração por um profissional credenciado e o agendamento no momento oportuno, até a condição não cariada do dente, assegurando a qualidade e a quantidade necessárias para o armazenamento.
O artigo aborda um tema de grande relevância e potencial na área da saúde, destacando a descoberta de que a polpa do dente de leite constitui uma fonte de células-tronco, especificamente as mesenquimais. Essa informação é particularmente instigante, dada a capacidade única dessas células de se diferenciarem em diversos tipos celulares, conforme mencionado – como ossos, cartilagens e neurônios. É notável a perspectiva de sua utilização, futuramente, no tratamento de doenças autoimunes e degenerativas, bem como na regeneração de tecidos, o que sublinha o avanço contínuo das pesquisas nesse campo.
Contudo, é fundamental a elucidação oferecida pelo texto acerca do processo de coleta e armazenamento dessas células. A advertência sobre a necessidade de extração por um “profissional credenciado e habilitado”, seguindo um “protocolo” específico, desmistifica a crença popular de que bastaria guardar o dente ao cair. A ênfase na importância do agendamento no “momento correto”, evitando-se o último dente de leite e dentes cariados, é crucial para que a iniciativa tenha sucesso e a quantidade de material necessário seja obtida. Tal orientação reforça a imprescindibilidade de consultar um odontopediatra para uma avaliação precisa e um planejamento adequado.