Colaboradora: DRA. Maria Elena Gageiro Soares
O Dep. de Saúde Bucal da SMS/NH realiza em parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo e com o Dep. de Patologia da Faculdade de Odontologia da UFRGS a 19ª Campanha de Prevenção ao Câncer de Boca, na cidade de Novo Hamburgo. O Evento realizar-se-á no dia 07 de maio de 2016 (sábado), das 9:00h às 14:00h, no Espaço Albano Hartz – Calçadão Oswaldo Cruz – Centro. Serão realizados 300 exames de boca gratuitos, para pessoas acima de 35 anos.
O Câncer de Boca é um tumor maligno que se desenvolve a partir de lesões na região bucal como lábios, língua, palato (céu da boca), gengiva, tonsila (amígdala) e glândulas salivares. Estas lesões se manifestam através de feridas, caroços, inchaços, áreas de dormência, sangramentos sem causa conhecida, dor de garganta incessante, entre outros sintomas. Apresenta-se no seu início como uma ferida indolor aparentemente inofensiva e que não cicatriza em duas semanas. Estas feridas podem ocorrer em forma de ulcerações superficiais com menos de 2 cm de diâmetro, podendo sangrar ou não, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas podendo ocorrer em toda cavidade oral, porém tem localização preferencial no lábio inferior, assoalho da boca e borda da língua.
Cabe ressaltar que o Câncer de Boca na sua fase inicial tem cura é de fácil diagnóstico, feito através do exame da cavidade oral, dispensando a ajuda de aparelhos mais sofisticados. Mesmo assim a maioria dos casos é diagnosticada tardiamente, com um grande número de casos da detecção da doença em fase avançada, tornando o tratamento mais difícil e muitas vezes mutilador.
Portanto é fundamental conhecer os fatores de risco para se prevenir ou reduzir danos da doença, e dentre estes o fumo e o álcool são os principais fatores de risco externo. O tabaco está associado a 90% dos casos de câncer bucal em homens e a 60% em mulheres. O álcool está associado a 55% dos casos. A exposição excessiva ao sol pode provocar não somente o câncer de pele como também o câncer bucal, principalmente nos lábios. Outros fatores são: irritação mecânica crônica (uso de próteses mal adaptadas); alimentação pobre em vitaminas e minerais (principalmente a vitamina C); higiene bucal deficiente.
Através do AUTOEXAME da boca, a pessoa conhece mais a sua boca e detecta qualquer alteração logo no início. Mas nem toda lesão encontrada é câncer. Caso haja alguma alteração esta deve ser observada por duas semanas, caso persista, deve procurar um dentista ou médico para maiores esclarecimentos.
Maria Elena Gageiro Soares, CD CRO-RS 7260. Dep. Saúde Bucal- SMS/ NH.
Fonte: SES/RS; INCA.




Que iniciativa fantástica essa 19ª Campanha de Prevenção ao Câncer de Boca em Novo Hamburgo! É vital que ações como a oferta de 300 exames gratuitos tornem acessível o diagnóstico, especialmente porque, como o artigo muito bem salienta, uma “ferida indolor que não cicatriza em duas semanas” pode ser o primeiro sinal e a detecção precoce é simples e tem altíssima chance de cura. Eu mesma procuro sempre ficar atenta aos sinais da boca e incentivo meus familiares a fazerem o autoexame, principalmente sabendo que o fumo e o álcool são fatores de risco tão importantes. É uma pena que tantos casos ainda sejam diagnosticados tardiamente, mas campanhas como essa, que levam informação e acesso, são um divisor de águas para mudar essa realidade!
A 19ª Campanha de Prevenção ao Câncer de Boca, realizada em Novo Hamburgo pela SMS/NH em parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer e o Departamento de Patologia da Faculdade de Odontologia da UFRGS, representa uma iniciativa de grande relevância para a saúde pública. A oferta de 300 exames gratuitos para a população acima de 35 anos é um passo concreto para o rastreamento, especialmente ao considerar a informação crucial de que o câncer de boca, em sua fase inicial, possui “fácil diagnóstico” e alta taxa de cura. É, portanto, lamentável que, conforme o artigo aponta, “a maioria dos casos é diagnosticada tardiamente,” resultando em tratamentos mais complexos e, por vezes, mutiladores.
O texto elucida de forma didática a natureza insidiosa da doença, que pode se manifestar inicialmente como “uma ferida indolor aparentemente inofensiva e que não cicatriza em duas semanas.” A lista detalhada de sintomas e localizações potenciais é vital para a formação de uma população mais alerta. Adicionalmente, a ênfase nos fatores de risco, como o tabaco — associado a 90% dos casos em homens e 60% em mulheres — e o álcool, além da exposição solar excessiva, próteses mal adaptadas e higiene deficiente, sublinha a importância da prevenção e da mudança de hábitos para a redução da incidência.
Nesse contexto, a valorização do “AUTOEXAME da boca” como ferramenta de autoconhecimento e detecção precoce é fundamental. Embora a campanha pontual seja meritória, a persistência na divulgação dessas informações e a facilitação do acesso a exames preventivos são essenciais para reverter o cenário de diagnósticos tardios. Programas contínuos de educação em saúde, que reforcem a necessidade de procurar um profissional caso alterações persistam por mais de duas semanas, seriam um valioso complemento para garantir que o conhecimento se traduza em ação e, consequentemente, em vidas salvas.
A 19ª Campanha em Novo Hamburgo, oferecendo 300 exames gratuitos, é fundamental. O artigo ressalta bem que, apesar do câncer de boca ter cura e ser de fácil diagnóstico inicial, a maioria dos casos ainda é detectada tardiamente.
É crucial que a população absorva a importância do autoexame e dos fatores de risco, como o tabaco e álcool, citados como principais. Isso reforça que a prevenção deve ir além das campanhas pontuais.