Porque um rosto é bonito?

Postado Por Categoria: ABO Jornal NH

Colaboradora: Dra. CARLA MÔNICA ZARDO

Para um rosto ser considerado bonito é necessário que os ossos que formam a face tenham se desenvolvido em harmonia. Na Odontologia, a Ortopedia dos Maxilares é a especialidade responsável pela busca desta harmonia em crianças que apresentam problemas durante o desenvolvimento facial. Existem inúmeras alterações esqueléticas, algumas tratáveis durante a fase de crescimento e outras não. Somente um especialista na área poderá orientar sobre o tipo de alteração existente, se esta tem a indicação de tratamento ortopédico e qual a idade ideal para iniciá-lo. O crescimento excessivo ou a deficiência no crescimento dos ossos maxilares não permite o encaixe adequado dos dentes, interferindo tanto na função mastigatória quanto na estética facial. Em adultos ou em jovens que já terminaram o desenvolvimento da face o tratamento envolve a Ortodontia e a Cirurgia Ortognática. A Ortodontia permite que os dentes fiquem bem alinhados na base óssea e a Cirurgia Ortognática corrige a discrepância esquelética, ou seja, posiciona adequadamente os ossos maxilares para permitir o encaixe dos dentes restabelecendo, assim, a função mastigatória e a harmonia facial. O ideal é que os problemas esqueléticos dos maxilares sejam diagnosticados precocemente para avaliar a possibilidade de tratamento com Ortopedia Facial durante a fase de crescimento, podendo, desta forma, minimizar o número de casos cirúrgicos na fase adulta.

Dra. Carla Mônica Zardo

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo – USP

Comments (3)

  1. A Dra. Carla Mônica Zardo aborda com clareza a complexidade da beleza facial, elucidando que esta reside na harmonia esquelética dos maxilares, essencial tanto para a função mastigatória quanto para a estética. A ênfase no diagnóstico e tratamento ortopédico precoce, conforme mencionado, sublinha a relevância da vigilância na infância para prevenir intervenções cirúrgicas ortognáticas mais invasivas na fase adulta, oferecendo uma perspectiva valiosa sobre a odontologia preventiva.

  2. Que demais ler um artigo tão claro e direto sobre um tema que sempre me intrigou! A Dra. Carla Mônica Zardo acertou em cheio ao pontuar que a beleza de um rosto não é só superficial, mas está intrinsecamente ligada à “harmonia dos ossos que formam a face”. Sempre achei que tinha algo a ver com proporções, mas ver a explicação ligada diretamente ao desenvolvimento ósseo e às especialidades da Odontologia, como a Ortopedia dos Maxilares, é super esclarecedor. É impressionante como a ciência consegue decifrar o que nossos olhos percebem intuitivamente!

    A parte sobre o diagnóstico precoce me pegou em cheio! Confesso que, quando criança, ninguém da minha família tinha esse conhecimento aprofundado, e talvez se tivéssemos tido a chance de um tratamento ortopédico na fase de crescimento, alguns problemas que surgiram mais tarde poderiam ter sido “minimizados”, como bem coloca a doutora. Ver a Ortopedia dos Maxilares atuando na infância para, idealmente, “minimizar o número de casos cirúrgicos na fase adulta”, ou a Ortodontia e Cirurgia Ortognática resolvendo em adultos, é um alívio e uma esperança. É muito legal saber que existem soluções tão eficazes para ajustar essas “discrepâncias esqueléticas” e garantir tanto a função mastigatória quanto a harmonia facial.

    Esse artigo é um verdadeiro serviço público! Ele desmistifica a ideia de que a estética facial é apenas uma questão de sorte genética, mostrando que há um campo vasto e especializado para buscar essa harmonia. Acho fundamental que mais pais tenham acesso a essa informação sobre a importância de procurar um especialista, como a Dra. Carla, desde cedo. Não é só sobre ter um “rosto bonito”, mas sobre garantir uma saúde bucal completa e a funcionalidade de algo tão essencial como a mastigação.

  3. Srta. Maria Vitória Brito

    O artigo da Dra. Carla Mônica Zardo aborda de forma concisa e pertinente a base esquelética da harmonia facial, um pilar fundamental na Ortodontia e Ortopedia Facial. A premissa de que a beleza facial decorre do desenvolvimento harmonioso dos ossos da face ressalta a importância da intervenção ortopédica maxilar em fases precoces. É crucial, como destacado, o diagnóstico de alterações esqueléticas durante o período de crescimento ativo, como o crescimento excessivo ou a deficiência dos maxilares, que comprometem a oclusão dentária e a função mastigatória. A Ortopedia dos Maxilares, ao atuar interceptivamente, busca modular esse crescimento, corrigindo ou minimizando dismorfias craniofaciais e, consequentemente, impactando favoravelmente a estética e a função.

    Para casos em que o desenvolvimento facial já foi concluído e as discrepâncias esqueléticas persistem, o tratamento, corretamente elucidado, migra para a abordagem combinada de Ortodontia e Cirurgia Ortognática. Enquanto a Ortodontia se encarrega da descompensação dentária e do alinhamento intra-arco, a Cirurgia Ortognática assume o papel de reposicionar tridimensionalmente os complexos maxilo-mandibulares, corrigindo a macroestrutura óssea e restabelecendo oclusão funcional e simetria facial. A ênfase no diagnóstico precoce é um ponto chave, pois a intervenção em fases de crescimento ativo pode efetivamente reduzir a necessidade de procedimentos cirúrgicos complexos na fase adulta, beneficiando o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.

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