Colaboradora: DRA. ALINE GRANGEIRO PILGER

Como já é do conhecimento da maioria da população, o que nos garante saúde bucal é, principalmente, o cuidado que temos com a sua higienização, desde os dentes até mucosas e língua. A escolha dos materiais corretos para esta tarefa é muito importante. Começaremos com a escolha da escova. Ela deve ser macia, para não machucar a gengiva, já que a escova deve fazer um ângulo de 45 graus com a mesma (significa uma pequena inclinação em direção a ela). O movimento que devemos fazer com ela é rotatório ou da gengiva em direção aos dentes, e nunca um movimento de vai-e-vem (este só deve ser feito na face oclusal dos dentes, isto é, aquela que morde), pois este movimento está ligado com a retração gengival, dependendo da força empregada pelo usuário da escova. Ainda referente à escova, esta deve ter uma cabeça compatível com a abertura bucal do usuário, e acredito que escovas com cabeça pequena são mais acessíveis a todos os cantos da boca do que escovas com cabeças muito grandes. Por último, procure sempre por escovas com cerdas arredondadas e não muito espaçadas entre si. Atualmente contamos com uma série de boas escovas, de diversas marcas e valores, inclusive oferecendo a possibilidade de movimentos acionados por bateria ou pilha, que são boas opções para pessoas com deficiências motoras ou para dar um estímulo às crianças. É importante que elas sejam trocadas num intervalo de três em três meses e que sejam bem cuidadas durante o seu uso. Existem escovas para situações especiais, como as chamadas uni ou bitufos, ideais para usuários de aparelhos ortodônticos ou para pessoas com terceiros molares em locais de difícil acesso; ou ainda escovas especiais para a higiene de próteses (dentaduras, pontes móveis…) que podem ser encontradas em farmácias ou supermercados.

Dra. Aline Grangeiro Pilger
Cirurgiã-dentista CRO 9239