Há muito tempo se discute os prós e contras da anestesia local em pacientes com complicações cardiovasculares. Dentro dos procedimentos odontológicos temos a variação de tempo do procedimento, a necessidade de hemostasia (diminuir o sangramento) e os sintomas de dor e ansiedade que podem influenciar na pressão arterial do paciente.

Em pacientes com diagnóstico de alterações cardiológicas, uma consultoria e avaliação médica são de grande importância nos cuidados e planejamentos de tratamento. Nos consultórios odontológicos, a rotina de aferir a pressão arterial na primeira consulta e antes de procedimentos invasivos é de fundamental importância na prevenção de situações de risco à saúde do paciente.

Portanto, com base em estudos, acreditamos que o anestésico ideal, assim como o vasoconstritor utilizado para pacientes hipertensos, deve estar relacionado muito mais ao procedimento odontológico a ser realizado e ao seu tempo de duração do que à simplicidade de escolha baseada nas características do medicamento sem considerar todos os aspectos envolvidos no atendimento do paciente.

Os diferentes vasoconstritores utilizados na Odontologia não influenciam diretamente na pressão arterial durante o tratamento, e sim os cuidados com o paciente, a técnica anestésica utilizada, evitando repetições, o controle de ansiedade do paciente, a correta seleção do anestésico e da dose, e obviamente, o estágio da doença e a regularidade das consultas.

Grande parte da população brasileira é hipertensa e muitos ainda não foram diagnosticados, procure seu médico, mantenha sua saúde em dia! E aos pacientes cardiopatas, não deixem de realizar um procedimento, muitas vezes necessário, por receio da anestesia. Está comprovado que o uso racional do anestésico com dosagem individualizada para cada procedimento não traz risco a saúde.

 

  Dr. Victor da Costa

Cirurgião-dentista

CRO 23863

         

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